quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que te faz feliz?

Camões dizia que o amor, é fogo que arde sem se ver. Prefiro me remeter à felicidade assim. Dessa forma acredito que a felicidade é, metaforicamente falando, abstrata. Abstrata, pois não há como encontrá-la da forma certa, na pessoa certa ou em algo concreto.

Vivemos á procura de momentos felizes, queremos encontrar em tudo que fizemos a satisfação que tanto sonhamos. Mas como?

Alguns dizem que a felicidade se encontra nos pequenos frascos, já outros preferem a demasia, a extravagância. No entanto acredito que a felicidade possa estar sempre estampada, tanto nas mínimas coisas quanto nas grandes.

Felicidade é poder acordar todas as manhãs, sabendo que se tem saúde e um mundo enorme lá fora, que mesmo com tantas injustiças também nos reserva momentos de glória. Felicidade é saber aproveitar cada momento como se fosse o último, tratar o próximo como ele é, único e insubstituível. Jamais perder uma única chance de dizer “eu te amo” ou de simplesmente dar um abraço apertado.

É saber tirar proveito das situações mais complicadas, saber dizer “eu venci” depois de um turbilhão de desafios. Acordar depois de um pesadelo e perceber que como tudo na vida, vai passar e você poderá voltar a dormir tranquilamente.

E acima de tudo acreditar. Acreditar que a felicidade existe, que sempre há luz no fim do túnel e mesmo tendo sempre alguém querendo te derrubar, haverá dois para te erguer e te fazer continuar.

Sempre reconhecer que mesmo com o tempo fechado, o sol continua brilhando, por todos nós, sendo de qualquer classe social, orientação sexual ou lugar do mundo. Pois desde que nascemos fazemos escolhas, percorremos caminhos que acreditamos serem corretos e se isso nos torna feliz porque não continuar? Precisamos acreditar em nós mesmos para sermos felizes, gostarmos primeiramente de nós para depois transmitir isso ao meio.

Conclui-se então que não importa onde estivermos sempre haverá um resquício de felicidade, cabe a nós procurá-lo e valorizá-lo.


sábado, 25 de junho de 2011

Girl with golden eyes

Me rendo
Ás tuas carícias, teus erros, tua petulância
Me encaro
Com meus medos, incertezas, meu passado
Me imagino
Do teu lado, nos teus braços, contigo no fim do túnel
"Everything will be ok..."
Não sei mais rir sozinha, cair sem tua mão pra me levantar
Me entrego
Aos teus beijos, tua calma, teus olhos azuis
"Everything will be alright..."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Declaro antes de qualquer coisa que neste post não irei reclamar...

Há tempos venho formulando as palavras certas pra descrever este meu momento: "Porra! Cresci". No qual tenho passado muito tempo - até demais - sozinha. E não poderia ter sido melhor.
Tal inspiração provém de um blog que li, onde dei ênfase á "solidão", esta que me acompanha e até então não via proveito algum além do silêncio.
Mas como dizem os leigos, tudo tem seu lado bom. Eis que aqui estou.
Ter estado em minha companhia me fez perceber o quanto mudei em tão pouco tempo e ver que quase não me conheço mais, talvez por achar mais importante os problemas do que achar soluções. Mas... Isso não é ruim. Não sou mais a mesma, admito, porém tem mudanças que acho importante ressaltar, reconhecer e usufruir.
Tenho aprendido a achar sozinha as soluções até porque como disse no início, "cresci" interna e externamente e juro não ter visto o tempo passar. E depois de um tempo as pessoas não fazem mais TUDO por você.
- "te vira, já é bem grandinha!" - não lhe parece familiar?
Além do mais, você passa a vida respondendo o que quer ser quando crescer e num passe de mágica, lá está você há 6 meses do vestibular, roendo as unhas de ansiedade.
Assim o tempo passa, voa e nos machuca. Deixando saudades, incertezas e lições.
E aqui estou, agradecendo por poder ter acordado e percebido que o mundo não vai parar pra que eu chore meus amores e rancores. Nenhuma universidade vai me esperar até que minha "TPM CONSTANTE" passe.
Eu não tenho mais tempo e é tão gratificante dizer isso. Firmei prioridades, foquei no importante e o supérfluo que me espere ou me esqueça de vez. O amor não correspondido, a preguiça e os choros que fiquem pra depois que eu estiver com os dois pés dentro da minha amada Biologia.
Afinal, considerar-se crescida não é só falar, é agir como tal. Sem perder a pitada de infantilidade que me trouxe até aqui.
E lá vou eu, acompanhada do meu pessimismo e aquela pontada de otimismo - que herdei de uma das pessoas mais importantes da minha vida-. Correr contra o tempo, arrumar mais umas horas em um dia e deixar que o tempo leve o que não me importa.
Adiós ;*


https://viicristina.wordpress.com/ = Eternidades da Semana!