segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O café esfriou, o nosso amor não.

O café esfriou, o nosso amor não.
Tive a certeza quando te esperava, imóvel, com o coração na mão por pensar que talvez não viesse. E esse coração angustiado mudou drasticamente quando um vulto alaranjado transformou-se na tua nítida figura, aquela que eu tanto ansiava enxergar. E o que era dúvida passou a ser o palpitar deste coração calejado, como nas primeiras vezes que nos encontrávamos e meu peito parecia estar prestes a rasgar.
Enfim, com lágrimas nos olhos e a garganta "arranhando", me joguei nos teus braços e no teu peito quente e aconchegante eu descobri mais uma vez o amor e quis jamais precisar sair dali.

domingo, 16 de setembro de 2012

I'm so cold


A vida dela não era mais a mesma. Rápido e sem querer, descobriu.
Não tinha mais os mesmos planos, os mesmos gostos, as mesmas pessoas. Havia amadurecido consideravelmente e assustava-se com freqüência. Perdera o hábito de escrever, lhe faltava inspiração.
Porém algumas coisas preenchem os espaços vazios, suprem as necessidades, aliviam as dores e enxugam as lágrimas. Tais como aqueles olhos verdes, aquele sorriso escancarado e algumas piadas de finais de semana, vindas do senhor que se senta na poltrona logo ali na sala.
O silêncio tem sido seu melhor aliado, os pingos de chuva deixam se abrir um mundo de novas oportunidades, sonhos e esperanças. Um universo além do quarto escuro.
No amanhã é possível enxergar dias de glória, de etapas vencidas e sonhos realizados. Amanhã vai ser possível sonhar tudo de novo.