terça-feira, 26 de abril de 2011

Conto de uma noite fria

Ele a amava. Todos sabiam disso. Desde que se iniciaram as tempestades de Agosto.
Seu rosto avermelhara-se e com um adeus ele partira. Sem mais nem menos.
Preferiu andar só, sofrer sem dó, definhar.
E no escuro de seus pensamentos ele lembrava do quão iluminados eram os olhos dela e do quanto seu cabelo rubi o fazia falta.
Na cela mais escondida, ao final do corredor jaz a boca seca porém ainda quente, do mais belo assassinos de corações já existente.

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