
O tempo passa. Passa e leva com ele coisas que a gente esqueceu, ou que há muito tempo já estava adormecido. Mas como sempre deve haver um "porém", há coisas que jamais serão apagadas, esquecidas ou adormecidas.
Tu, que sempre me chamara de filha e eu que sempre o tratei como pai -na falta da figura paterna-. Hoje distantes, separados por fronteiras que não podem ser destruídas. Não agora.
Com o tempo a dor tende a diminuir, as crenças nos fazem acreditar que o que tem que acontecer, acontece mas é difícil pra quem jamais havia perdido alguém.
As vezes antes de dormir, custo a acreditar, a me perdoar por não ter feito o impossível ou ao menos o que estava ao meu alcance. E o que resta hoje, quase dois anos depois é a saudade... Esta que machuca e só é um pouquinho aliviada quando ocorrem sonhos, como o desta noite.
E já que não fora criado até então remédio que cure ou amenize esta dor, a foto permanece ali, intacta e de onde jamais será tirada. Para que as lembranças não sumam de jeito nenhum, para que eu não me esqueças da figura que foi e que és e do sorriso que por egoísmo eu deixei tantas vezes de ver.
São em momentos assim, nas dificuldades e na pressão dos que ficam por aqui que eu lembro mais, oro mais, peço muito mais que me guie pelos caminhos certos e que me olhe de onde estiver, já que eu só posso olhar você nestes pequenos e breves sonhos.
Saudades eternas.
"Quando as lágrimas nascem do nosso reconhecimento a Deus pelos benefícios que recebemos; quando as lágrimas refletem a nossa saudade tocada de esperança, os nossos amigos desencarnados nos dizem que as lágrimas fazem a eles muito bem, porque elas são luzes no caminho daqueles que são lembrados com imenso carinho." Chico Xavier
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