domingo, 20 de março de 2011

Sunday, bloody sunday.

Em domingos vazios acordo em um silêncio quase mortal.
Cabeça cheia de decepções, comigo mesma
Recordo como se não houvessem passado meros quinze árduos minutos de como meus domingos costumavam ser:
Acordada fingindo estar num sono leve
Esperava pelo som do portão se abrindo e passos arrastados na rampa, a rampa que o levava á calmaria
Logo podia-se ouvir cumprimentos vindos da cozinha, e o lento arrastar de passos continuava
Até o abrir da minha porta
Ah! como era gratificante fingir ficar assustada e me remexer até ir ao encontro daqueles olhos, ora verdes ora azuis
E depois deste ritual que se deu por muitos domingos, partíamos para qualquer lugar da casa onde pudéssemos ficar juntos até o momento em que saberíamos que haveria o adeus
As nove horas da noite, memoráveis momentos, agora só lembranças
Quem dera eu viver mais um momento desses, momentos que podem ser comparados a um simples sorvete italiano, você sabe que vai acabar, você não o pode guardar pra depois
Somente o aqui e o agora, nada mais.

Only to be with you ♥


sábado, 5 de março de 2011

In February you'll be my valentine

Despedir-se: ato que nos faz reviver momentos em poucos segundos. Unir-se em um abraço caloroso e desejar que aquele pouco tempo jamais acabe. Mas infelizmente acaba, afinal é uma despedida.
Não tinha lembranças de momentos assim, quem sabe nunca tivesse vivido desta forma.
Se hoje tenho algo bom pra retirar daqueles dias é que meu coração nunca esteve tão completo por alguém tão distante. Sinto-me confortada, alegre, completa.
Na mente, palavras doces.
Nos sonhos, toques incríveis.
No coração, um mundo de lembranças.
" You're body is a wonderland "

domingo, 30 de janeiro de 2011

Por amor as causas perdidas!

Pessoas novas, colegas velhos. Ilusões novas com as mesmas respostas.
Sinto dizer que pressinto minha vida toda neste vai e vem. Porém, algo mudou, sinto meu coração mais leve, amigos maravilhosos se aproximando novamente, amigos que eu não deveria ter perdido jamais, tenho tido vontade de rir das coisas mais bobas mesmo pensando no meu lado ruim.
Eu nunca fui uma pessoa boa, acho que não nasci para ser assim. Meus erros já foram grandes demais, mas nunca me arrependi. Talvez este seja meu erro, não me arrepender.
Não, na verdade meu erro é desconfiar demais, de mim, dos outros, dele, dela...
Se hoje tenho um motivo pra chorar, é por ter deixado pessoas legais para trás. Mesmo assim não consigo me ver chorando porque eu sei que posso recuperar.
O tempo pode passar e até querer apagar, mas os verdadeiros permanecerão intactos.
A felicidade vem, vem forte, me levanta, me anima, me faz querer continuar. E de repente memórias me derrubam, mas eu não vou chorar, por que? São memórias incríveis, tempos incríveis não tenho porque lamentar.
O jeito é levar a vida. Espero que permaneça do jeito que está.
Até a próxima.



sábado, 29 de janeiro de 2011

Me diz por que dessa autopsia, se eu não tenho coração?

Hoje finalmente consegui dormir, depois de dias em que sonhos me tiravam o sono
Tenho novas perspectivas, tive que pensar muito pra chegar onde hoje eu estou, porém não me arrependo
Mesmo sabendo que muita gente espera um post em que eu esteja chorando ou morrendo e que já hajam comentários sobre o término tenho coisas a declarar:
Eu estou bem, consigo respirar normalmente, não carrego peso nas costas, enxergo o futuro com imensa perfeição. Não me importo com afrontas, vou apenas excluir da minha vida pessoas que se revelaram contra mim.
Não vou excluir depoimentos nem posts neste Blog, pois fizeram e fazem parte de quem eu sou hoje e uma imensa parte por sinal.
"Não me importava que as mentiras
Ninguém mais pudesse entender. "
E para você que agora lê atentamente este relato. Não pense que vou me trancar no quarto e me arrepender mortalmente, vou sair, dançar, cantar, gritar. Afinal, a escolha foi minha e não se pode voltar atrás.
Eu estou bem. ;*

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011



Caia chuva, pode me molhar
Leva pra longe toda a negatividade
Trás pra mim aquela paz, mansinha e profunda
Renova-me de forças, para encarar e não fraquejar
Sonda-me, guia-me, ilumina-me.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Just the way you are.

Com a rapidez e a leveza de um piscar de olhos.
E assim foi, fecharam-se os olhos e em um beijo um tanto confuso duas almas se entrelaçam e passam a escrever o que hoje se chama "história de amor".
Em uma caligrafia confusa, marcada por amores incompreendidos ou talvez nem revelados, passados carimbados de tragédias e mágoas. Porém esta história de amor começou a ser escrita em páginas brancas, novas e preparadas para o que quer que fosse.
Estas duas pessoas presas neste primeiro beijo sabiam que não eram só páginas que deveriam ser trocadas e sim todo o livro de uma vida. Ia ser necessário apagar muita coisa, rabiscar erros do passado e deixar em branco um futuro próximo.
Era dia 11 de Janeiro de 2010, duas pessoas totalmente diferentes em suas histórias promovem um encontro para que quem sabe seus lábios possam se tocar e se algo mais forte permitir ficarem juntos por um bom tempo. Mas quem disse que Deus queria diferente? Quem disse que km interfeririam no que já estava predestinado?
E se passaram semanas após o primeiro encontro, pouco contato para que viesse um pedido de namoro espontâneo e repentino.
Ele pediu, ela aceitou. Barreiras viriam pela frente, obstáculos tentariam derrubar o que supostamente já estava sendo construído. Viria a família, a distância, a saudade, o preconceito vindo dos amigos, o ciumes, entre outras coisas que um casal deve assumir juntamente com o pedido de namoro.
Tudo aconteceu tão rápido, quando se viu ele já estava adentrando a porta da casa dela, não só a porta da casa, como o coração, a mente e a vida dela também. Assim como ela tornou-se a vida dele também.
O medo percorria o corpo dos dois como um veneno proporcionado por um animal feroz. Será que ele estará mesmo levando a sério? Será que ela será fiel? Será que ele vai mesmo voltar? Será que realmente pode dar certo?
Mesmo assim se passaram 1, 2, 3 meses. E chegou a vez dela conhecer a estante em que o livro da vida dele se encontrara até então. Novas pessoas, novos lugares, novas experiências todas fascinantes por sinal.
Agora tudo estava perfeito, a entrega de corpo e alma havia sido concretizada e não havia mais nada que um não soubesse sobre o outro.
E foram 4,5,6 meses. Nossa! Meio ano, quanto tempo, quanto choro, quantas brigas. E eles queriam mais, muito mais um do outro, muito mais aventura, paixão, prazer. Já haviam acontecido términos, desespero mas eles já não sabiam viver um sem o outro. Não havia ar para ela se ele parasse de respirar e vice-versa.
Ele já se adaptara a cidade dela, ela já se acostumara a esperar por ele e torcer pela próxima vez que poderia chegar na casa dele sem pedir licença e muito menos se perdoar pelo incomodo.
10 meses após aquele dia 11, os dois chegaram á conclusão de que já haviam passado todas as datas comemorativas do ano juntos, todas as dificuldades de 2010 e já estavam tendo na casa dela um tanto de liberdade que antes não existira. Lembraram então de que só faltava um último passo para que ele pudesse dizer orgulhoso á ela "eu te conheço por inteira". A casa do pai dela. Depois de 2 meses, lá estava ele.
É claro que depois de TUDO que já haviam passado juntos esta parte seria fácil. E foi.
11 de Janeiro de 2011, um ano se passara.
Hoje os livros destes dois não podem estar tão completos. Hoje, existem mais que Thuani e Pablo escrevendo monótonamente em seus livrinhos , existem duas pessoas que amadureceram com a distância, aprenderam a se livrar da futilidade que cerca a sociedade e encontraram um no outro mais que uma razão para seguir em frente.
Neste 21 de Janeiro de 2011 eles continuam a escrever sua história, derrotar os inimigos e mostrar a todos que em um mundo cheio de desgraças, ódio e rancor pode sim haver uma história que valha mesmo a pena ser contada.
Continua...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O pior post dos últimos tempos.

Cabeça vazia, silêncio e vazio do lado de fora das barreiras do meu esconderijo.
Deixando o papo rolar encontro-me em um abismo que sempre me faz parar e pensar "como o tempo passa rápido". Como certas pessoas amadurecem de uma hora pra outra enquanto as outras vivem de memórias de um passado que não volta mais. Nenhum passado pode voltar.
Depois que se atinge uma certa maturidade percebe-se o quanto as pessoas deixam suas pobres vidas serem invadidas e dominadas por pessoas que pouco mais de 2 meses depois serão esquecidas e farão parte do seu desprezível passado.
Ah o passado. Queria enfiar na cabeça de todas as meninas mais novas que eu, que NÃO vale a pena chorar, nem correr atrás. Que os rios de lágrimas, o desespero, o confronto com os pais um dia vai servir só para rirmos das imbecilidades que fazíamos por pessoas mais imbecis que nós mesmas. Ah meus 14 anos. Mas não vou, não vou aconselhar ninguém, muito menos dizer-lhes o que é bom ou ruim, talvez porque ninguém me tenha dito ou também porque todas essas besteiras nos fazem crescer. Mas também por um motivo melhor ainda, NINGUÉM ACREDITARIA EM MIM.
O que tirar de bom de uma jovem idosa e sedentária presa no seu esconderijo sem nada a acrescentar.
Acho que só falei tudo isso porque estou com sono e porque a nostalgia tomou conta de mim o dia todo, pessoas, momentos, decisões. Coisas que jamais vão voltar, que o arrependimento jamais vai consertar e que os olhos não verão mais.
E que venha 2011 e que traga consigo pessoas, datas memoráveis, conquistas e mais nostalgia porque sem ela não teria graça.
fui ;*