quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Conto"- lhe


Ouve-se um estrondo.

Acabara ali o drama de anos. Datas marcadas pelo sofrimento, angústia e solidão.

Acabaram-se as preocupações decorrentes de um longo tempo sem saber como atuar, mesmo assim, as cortinas da vida sempre abriram precocemente para ele.

Ecoa agora a dúvida do que virá, escuridão ou luz?

Descobrirá sozinho, como tantas coisas em sua humilde existência, o que há acima ou abaixo das cortinas, dos camarins, ou até mesmo do picadeiro, como quiser chamar.

Consta aqui o triste fim de uma atuação sem grandes realizações.

sábado, 30 de julho de 2011


Lá fora a chuva cai,
lenta como tu chegastes
Calma como de costume
Aqui dentro, meu peito aquecido
Já sente a falta tua
Agradeço aos céus,
por esta chuva ter chegado
Este amor me preenchido
E minha vida mudado.

Luz, aquela que hoje me inebria
E a calmaria de dias inexplicáveis
Dentre muitas, estas são poucas de tuas qualidades
É o que me encanta, me enriquece
E tu me completas, todos os dias
Desde o amanhecer, até a hora de me entregar aos sonhos
Aqueles que quase sempre,
São marcados pela tua presença

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que te faz feliz?

Camões dizia que o amor, é fogo que arde sem se ver. Prefiro me remeter à felicidade assim. Dessa forma acredito que a felicidade é, metaforicamente falando, abstrata. Abstrata, pois não há como encontrá-la da forma certa, na pessoa certa ou em algo concreto.

Vivemos á procura de momentos felizes, queremos encontrar em tudo que fizemos a satisfação que tanto sonhamos. Mas como?

Alguns dizem que a felicidade se encontra nos pequenos frascos, já outros preferem a demasia, a extravagância. No entanto acredito que a felicidade possa estar sempre estampada, tanto nas mínimas coisas quanto nas grandes.

Felicidade é poder acordar todas as manhãs, sabendo que se tem saúde e um mundo enorme lá fora, que mesmo com tantas injustiças também nos reserva momentos de glória. Felicidade é saber aproveitar cada momento como se fosse o último, tratar o próximo como ele é, único e insubstituível. Jamais perder uma única chance de dizer “eu te amo” ou de simplesmente dar um abraço apertado.

É saber tirar proveito das situações mais complicadas, saber dizer “eu venci” depois de um turbilhão de desafios. Acordar depois de um pesadelo e perceber que como tudo na vida, vai passar e você poderá voltar a dormir tranquilamente.

E acima de tudo acreditar. Acreditar que a felicidade existe, que sempre há luz no fim do túnel e mesmo tendo sempre alguém querendo te derrubar, haverá dois para te erguer e te fazer continuar.

Sempre reconhecer que mesmo com o tempo fechado, o sol continua brilhando, por todos nós, sendo de qualquer classe social, orientação sexual ou lugar do mundo. Pois desde que nascemos fazemos escolhas, percorremos caminhos que acreditamos serem corretos e se isso nos torna feliz porque não continuar? Precisamos acreditar em nós mesmos para sermos felizes, gostarmos primeiramente de nós para depois transmitir isso ao meio.

Conclui-se então que não importa onde estivermos sempre haverá um resquício de felicidade, cabe a nós procurá-lo e valorizá-lo.


sábado, 25 de junho de 2011

Girl with golden eyes

Me rendo
Ás tuas carícias, teus erros, tua petulância
Me encaro
Com meus medos, incertezas, meu passado
Me imagino
Do teu lado, nos teus braços, contigo no fim do túnel
"Everything will be ok..."
Não sei mais rir sozinha, cair sem tua mão pra me levantar
Me entrego
Aos teus beijos, tua calma, teus olhos azuis
"Everything will be alright..."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Declaro antes de qualquer coisa que neste post não irei reclamar...

Há tempos venho formulando as palavras certas pra descrever este meu momento: "Porra! Cresci". No qual tenho passado muito tempo - até demais - sozinha. E não poderia ter sido melhor.
Tal inspiração provém de um blog que li, onde dei ênfase á "solidão", esta que me acompanha e até então não via proveito algum além do silêncio.
Mas como dizem os leigos, tudo tem seu lado bom. Eis que aqui estou.
Ter estado em minha companhia me fez perceber o quanto mudei em tão pouco tempo e ver que quase não me conheço mais, talvez por achar mais importante os problemas do que achar soluções. Mas... Isso não é ruim. Não sou mais a mesma, admito, porém tem mudanças que acho importante ressaltar, reconhecer e usufruir.
Tenho aprendido a achar sozinha as soluções até porque como disse no início, "cresci" interna e externamente e juro não ter visto o tempo passar. E depois de um tempo as pessoas não fazem mais TUDO por você.
- "te vira, já é bem grandinha!" - não lhe parece familiar?
Além do mais, você passa a vida respondendo o que quer ser quando crescer e num passe de mágica, lá está você há 6 meses do vestibular, roendo as unhas de ansiedade.
Assim o tempo passa, voa e nos machuca. Deixando saudades, incertezas e lições.
E aqui estou, agradecendo por poder ter acordado e percebido que o mundo não vai parar pra que eu chore meus amores e rancores. Nenhuma universidade vai me esperar até que minha "TPM CONSTANTE" passe.
Eu não tenho mais tempo e é tão gratificante dizer isso. Firmei prioridades, foquei no importante e o supérfluo que me espere ou me esqueça de vez. O amor não correspondido, a preguiça e os choros que fiquem pra depois que eu estiver com os dois pés dentro da minha amada Biologia.
Afinal, considerar-se crescida não é só falar, é agir como tal. Sem perder a pitada de infantilidade que me trouxe até aqui.
E lá vou eu, acompanhada do meu pessimismo e aquela pontada de otimismo - que herdei de uma das pessoas mais importantes da minha vida-. Correr contra o tempo, arrumar mais umas horas em um dia e deixar que o tempo leve o que não me importa.
Adiós ;*


https://viicristina.wordpress.com/ = Eternidades da Semana!

segunda-feira, 30 de maio de 2011


O tempo passa. Passa e leva com ele coisas que a gente esqueceu, ou que há muito tempo já estava adormecido. Mas como sempre deve haver um "porém", há coisas que jamais serão apagadas, esquecidas ou adormecidas.
Tu, que sempre me chamara de filha e eu que sempre o tratei como pai -na falta da figura paterna-. Hoje distantes, separados por fronteiras que não podem ser destruídas. Não agora.
Com o tempo a dor tende a diminuir, as crenças nos fazem acreditar que o que tem que acontecer, acontece mas é difícil pra quem jamais havia perdido alguém.
As vezes antes de dormir, custo a acreditar, a me perdoar por não ter feito o impossível ou ao menos o que estava ao meu alcance. E o que resta hoje, quase dois anos depois é a saudade... Esta que machuca e só é um pouquinho aliviada quando ocorrem sonhos, como o desta noite.
E já que não fora criado até então remédio que cure ou amenize esta dor, a foto permanece ali, intacta e de onde jamais será tirada. Para que as lembranças não sumam de jeito nenhum, para que eu não me esqueças da figura que foi e que és e do sorriso que por egoísmo eu deixei tantas vezes de ver.
São em momentos assim, nas dificuldades e na pressão dos que ficam por aqui que eu lembro mais, oro mais, peço muito mais que me guie pelos caminhos certos e que me olhe de onde estiver, já que eu só posso olhar você nestes pequenos e breves sonhos.
Saudades eternas.

"Quando as lágrimas nascem do nosso reconhecimento a Deus pelos benefícios que recebemos; quando as lágrimas refletem a nossa saudade tocada de esperança, os nossos amigos desencarnados nos dizem que as lágrimas fazem a eles muito bem, porque elas são luzes no caminho daqueles que são lembrados com imenso carinho." Chico Xavier

quinta-feira, 26 de maio de 2011

...assim como os melhores momentos jamais retornarão.

Senti saudades de vir aqui, preencher este espaço com meus desabafos e lágrimas.
A nostalgia me acompanhou nesta noite fria e então resolvi vir jogar meus apegos e desapegos numa página em branco.
Em meio á semanas em que dores e preocupações me acompanham, perdi a conta das vezes em que pensei coisas dignas de uma pessoa medíocre. Pensamentos mórbidos, inúteis.
Cansei das incalculaveis vezes que chorei, reclamei, sofri. Sabendo de cor a razão da minha aflição.
Meu sistema nervoso jamais me enganara.
E esta, é só mais uma das vezes que isso vai acontecer. Nostalgia, solidão e medo. Eternos companheiros desta mente pessimista e hipocondríaca.