domingo, 27 de novembro de 2011

Se foi um erro eu quero errar sempre assim



Quando Johnny percebeu já era tarde demais, já havia relembrado o cheiro, a voz e aquele sorriso que já fora sinônimo de realização.
Não, não, não - repetia para si mesmo- porquê o destino resolveu lhe pregar peça mais uma vez?
Forçava outros pensamentos, conversava com diferentes pessoas, mas o desejo de voltar era mais forte, voltar para aquele lugar, nem que para isso fosse necessário seguir seus rastros ou até mesmo o cheiro, sempre deixado no ar ao partir. Sim, ele conseguiria. Voltar e errar novamente, lenta e delicadamente.
E ele prometeu a si mesmo não mais planejar, pois em outra ocasião já aprendera a conviver com a personalidade excêntrica e ilegível que mais uma vez fez seu coração fraquejar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

:x


Reta final, pessoas deixadas pra trás, coração na mão
Sejamos realistas para admitir que doerá abandonar alguns
Caminhos diferentes, sonhos distantes, cada um correndo em busca do seu
E a saudade já chega, lenta e mansa
Lembranças de tempos remotos onde éramos felizes e queríamos tanto crescer. Hoje daríamos muita coisa pra voltar, talvez dançar novamente, rir e brigar tudo de novo
Só nos resta lembrar...
As responsabilidades baterão na porta e pedirão abrigo enquanto ainda queremos voltar e voltar
O mundo pedirá por nós, pelas nossas aptidões, enquanto a escola vai se tornando distante, até que nossos filhos precisem dela e à casa retornemos
Talvez um dia nos reencontremos e possamos relembrar do passado com lágrimas nos olhos, como agora.


Ps: Dedicado àqueles que mesmo sem serem mencionados sabem que vão fazer muita falta.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Johnny manteu-se imóvel por alguns instantes, quando enfim se deu conta de que a única coisa que havia feito em todo aquele tempo era observar o teto, aquele que já fora palco de tantas decisões, medos e momentos de prazer, fora neste exato momento também que ele observou seu travesseiro, já molhado.

Em sua mente pousavam memórias dos mais diversos tipos e a saudade tomava conta daquele pequeno ser que ele havia se tornado, célula a célula. Tão insignificante diante da imensidão que o cercava só pôde implorar a alguma força maior:

- Por que me deixaste agir tão incoerente? Pra onde levaste minha sanidade?

Permaneceu ali, calado e só, já não haviam sobrado arrependimentos, ele usara todos. Deixou que o silêncio e o escuro tomassem conta e adormeceu repleto de culpa e de uma dor, que apenas um ser dentre os sete bilhões no mundo, pode curar.




"As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas, tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil." (HP)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

E nada vai conseguir mudar o que ficou.


Haverão dias em que você acordará convicto de que poderá voltar no tempo e haverão dias também que será possível abrir os olhos iludido de que nada acabou.
Depois de tanto tempo acontecerão os sonhos e com eles o desejo de ter vivido tudo com mais intensidade. Talvez venham acompanhados de choro e desespero por saber que é impossível virar realidade.
Se torna mais difícil quando nossa imaginação, mixada com lembranças, se encarrega de juntar perfeitamente o calor do toque, a maciez do beijo e o perfume exato em poucos minutos longe da lucidez.
Será possível voltar, tocar, reviver. Será possível ser feliz novamente, apenas nos SONHOS.
É difícil acordar, olhar para os lados e almejar "aquelas" fotografias, sorrisos extremamente felizes. Você poderá até ouvir a voz se um pouco tentar.
Porém todos nós sabemos - mesmo que digam que o amor é capaz de tudo - o tempo não volta jamais.

domingo, 2 de outubro de 2011

Como que siera


Sentou-se na cadeira de balanço e pôs-se a observar seus herdeiros a brincar, o menino que sempre fora ágil, rápido e inteligente ajudava a irmã mais nova -desde cedo tão meiga porém atenta- a planejar mais uma de suas aventuras de tardes quentes.
Sempre prestando devida atenção à Ele que costuma chegar pouco antes do sol se pôr. A correria é de praxe, como se houvessem naqueles abraços e beijos anos de saudade ao invés de algumas horas na ausência do pai.
Ao vê-la parada observando de longe as cenas rotineiras, pensou no futuro dos filhos e recordou o dia em que planejara tudo isso. Naquele tempo em que tudo passava rápido demais, inclusive as pessoas. Lembrou também dos dias que pareciam ter tido mil horas e sentiu saudade do desespero para o vestibular.
Levantou-se, cumprimentou aquele que lhe dera lindos filhos, frutos de um amor antigo porém sempre ardente.
Limpou as lágrimas que eram um misto de alegria e orgulho. Que família linda ela havia construído.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Tempo perdido.

Não consigo diferenciar se sonho ou se é real, as coisas acontecem o tempo todo sem pedir permissão nenhuma, sem o meu consentimento.
E aí, caio na velha pergunta: “O quê é que faço aqui?”. Devo esperar o tempo passar e levar consigo lembranças boas e ruins? Não, nunca fiz isso e não será desta vez.
Quero o tempo que passou, quero errar com mais bravura, beijar com mais vontade, sentir o vento - aquele que jamais será o mesmo - mexer meus cabelos, quero o novo, o criado, o ressuscitado. Gostaria também de reviver alguns momentos nem que seja só na memória, mas desbravá-los, descobrir o erro e consertá-lo - ou não.
E eis me aqui, sentada nesta cadeira novamente, acordando de sonhos que me mostram dias melhores, mas em algum lugar no ínfimo alguém me grita: ” CORRE e busca o que é teu”.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No more tears

Ouça o seu coração, encontre em batidas frequentes o caminho a seguir
Aumente o volume e cante sem pensar em desafinar
Encontre alguém que faça seu sangue pulsar mais rápido, ache neste mesmo alguém o melhor abraço que possa existir
Procure músicas que sejam suas novas "favoritas" e ouça-as sem dó, até enjoar
Grite, chore, esperneie. No final você rirá de tudo, aposte comigo
Dê o seu melhor
Caminhe por estradas jamais percorridas
Almeje um futuro sem desavenças e imagine-o
Queira a paz interior e consiga
Tente, tente, tente
Não deixe o tempo levar a esperança de continuar